quarta-feira, 8 de abril de 2009

Perdoando a vida.

Perdoando a vida



Lutamos para morrer...
“Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes” - William Shakespeare.
Se arrependimento mata-se estaríamos todos mortos dês de nosso primeiro “ar puro”, porque viemos a esse mundo para viver uma vida tão longa ou curta? Para apenas ter o gostinho da vitória de ter chego primeiro ao ventre? Para saber o que é viver? Ou é apenas um “Milagre de Deus?” Deus teria nos feito para brincar com bonequinhos vivos?
Eu não pensaria assim há algumas semanas...
Chega ser estúpido falar de religião, algo tão fútil e não sustentável, me coroe por dentro tentar entender uma religião, as pessoas normalmente se apegam a coisas para viver, e para que viver? Temos medo da vida, mas tememos a morte. Nosso pseudo conjunto cerebral é contraditório, nem nós sabemos o que queremos. E essa é minha própria sina.
Vivo porque não se á escolha, vivo com o medo da morte, e medo da vida. Vivo com o coração a cada dia cheio de medo, cheio de dor e solidão. Não existo para afogar magoas num livro, vivo porque sou um idiota, vivo porque venci a corrida da vida, e meu premio é a desilusão de um mundo que ninguém me prometeu. Como pode um membro saber que não é um membro, como pode um coração saber que não é um coração, e eu não saber quem sou eu, quem eu serei ou fui.
Minha vivencia está em mim, nas escolhas que eu faço. Logo tudo torna “Eu”. O “Eu” é corrompido, cheio de influencias da minha mente. O “eu” é sintético, logo eu me torno sintético. Minhas opiniões são devastadas de sonhos, e conquistas não minhas, de estórias não minhas, de uma vida e de um “eu” que não sou eu. Minha vaga lembrança de quem eu achava que era morreu. E eu me perdôo por ter me assassinado, assassinado minha lembrança, minha fútil lembrança fora do controle que eu nunca viera a tentar controlar. A minha sede me tomava, e tudo em que eu acreditava era um disfarce para a mentira.
Minha voz, não tinha voz. E nada do que existia foi real. Mas na minha mentira eu era feliz, já não posso dizer mais o mesmo, quando tudo é real é monstruoso, apavorante. Hoje em dia eu não me arrependo de ter entendido a realidade, minha verdade está em mim, no que eu acredito, no que eu “vivo”.
Meu único medo é a desilusão.
Eu temo vive-la novamente, nunca mais haveria uma inocência macabra, da minha “insanidade” realizadora. Meu ponto fraco é a vida, a vida que não á em mim, a vida que não existe sobre a vida, de toda a confiança pós-terror que me foi colocada quando criança, de tudo o que me foi ensinado, que hoje na minha vivencia não é o certo, nas minhas escolhas essa ordem que foi dada é totalmente contraditória, e eu não posso viver em um conflito crônico comigo mesmo! Minha raiva não polui minha mente, não polui minha massa cefálica que criada por pelo Sr. Jepeto (Pinóquio) não me corrompe, não me receia de qualquer poder.
O “eu” sintético volta para as minhas esperanças, perdoando a vida de modo que ela não se culpe, eu o “eu” real de mim, me perdoa, perdoa minha vida, perdoa minha vida de moto sensato, de modo que fizessem as pazes permanentemente, minha dor se afoga na ilusão critica das minhas palavras, insaciáveis palavras.
Quanto a minha dor...
Afoga-se na esmola que a vida deixa para trás, ajoelhasse pedindo a morte que nunca lhe foi dada, agoniza todos os dias esperando o envelhecimento da vida, curta e tenebrosa. Solidão escrava da vida, e da morte...

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